Pessoa de relevância
Jeffrey Epstein, nasceu em 1953 no bairro de Brooklyn, em Nova York, numa família judia de classe média. O pai era jardineiro e a mãe auxiliar de escola e dona de casa. Desde cedo revelou grande capacidade intelectual, o que lhe permitiu concluir o ensino secundário aos 16 anos, após ter saltado dois anos escolares. Destacou-se sobretudo nas áreas da matemática e da música, tendo estudado piano desde a infância. Após terminar o secundário, ingressou em diferentes instituições de ensino superior, frequentando inicialmente aulas na Cooper Union e, mais tarde, no Instituto Courant de Ciências Matemáticas da Universidade de Nova Iorque. No entanto, acabou por abandonar os estudos em 1974, sem concluir qualquer licenciatura, optando por iniciar precocemente o seu percurso profissional.
Após abandonar o ensino superior, Jeffrey Epstein iniciou a sua carreira profissional em 1974 como professor de matemática e física numa prestigiada escola privada de Manhattan, a Dalton School, apesar de não possuir formação académica completa. Foi neste contexto que conheceu figuras influentes do meio financeiro, nomeadamente Alan Greenberg, dirigente do banco de investimento Bear Stearns, que viria a ser determinante no seu percurso.
Em 1976, Epstein ingressou no Bear Stearns, onde rapidamente se destacou como operador financeiro e consultor de grandes fortunas. A sua capacidade de lidar com produtos financeiros complexos e clientes de elevado património permitiu-lhe ascender rapidamente, tornando-se parceiro da instituição apenas quatro anos depois. Em 1981, deixou o banco e fundou a sua própria empresa de consultoria financeira, iniciando uma trajetória marcada pela gestão de fortunas privadas e pela construção de uma vasta rede de contactos internacionais.
Durante as décadas seguintes, Epstein consolidou-se como gestor de patrimónios de grandes empresários e investidores, sendo o seu cliente mais conhecido o multimilionário Leslie Wexner, fundador do grupo L Brands, proprietário da Victoria’s Secret. A relação profissional entre ambos conferiu-lhe enorme autonomia financeira e acesso privilegiado aos círculos mais exclusivos do poder económico e social. Ao mesmo tempo, Epstein expandiu os seus investimentos nos setores financeiro e imobiliário, acumulando uma fortuna significativa e um estilo de vida marcado pelo luxo.
Ao longo das décadas de 1980 e 1990, Jeffrey Epstein construiu uma imagem de gestor de fortunas privadas altamente exclusivo, dedicado à administração de patrimónios de clientes extremamente ricos. Apesar de manter grande discrição sobre a origem exata dos seus rendimentos, tornou-se conhecido por lidar com investimentos complexos e estratégias financeiras sofisticadas, atraindo milionários e bilionários de várias partes do mundo.
Paralelamente, Epstein desenvolveu uma vasta rede de contactos que incluía políticos, empresários de topo, académicos de prestígio e até membros da realeza, circulando com facilidade entre os mais elevados círculos de poder económico, social e político. A sua presença em eventos exclusivos e a proximidade a figuras influentes reforçaram a sua imagem de intermediário privilegiado entre diferentes fontes de poder.
Uma das figuras centrais na sua vida foi Ghislaine Maxwell, filha do magnata Robert Maxwell e sua companheira durante vários anos e presença constante no seu círculo social. Maxwell desempenhou um papel determinante na organização do seu quotidiano, nas relações públicas e na gestão do seu ambiente pessoal e profissional.
Este estatuto refletia-se também no seu estilo de vida luxuoso. Epstein possuía várias mansões em cidades como Nova Iorque e Palm Beach, uma ilha privada nas Ilhas Virgens Americanas, além de aviões particulares que lhe permitiam deslocar-se frequentemente entre continentes. Este conjunto de propriedades e recursos simbolizava não apenas a sua enorme riqueza, mas também o grau de influência e acesso que alcançara ao longo da sua trajetória.
Em 2005, a imagem pública de sucesso e influência de Jeffrey Epstein começou a ruir, quando surgiram as primeiras denúncias formais de abuso sexual de menores na sua residência em Palm Beach, na Flórida. A investigação policial revelou um padrão consistente de aliciamento de adolescentes, que eram atraídas com promessas de dinheiro e submetidas a encontros de teor sexual. Ao longo da apuração, várias vítimas relataram experiências semelhantes, levando as autoridades a reunir dezenas de testemunhos.
Apesar da gravidade das acusações, Epstein beneficiou de um acordo judicial altamente controverso em 2008, que lhe permitiu declarar-se culpado apenas por crimes menores, evitando acusações mais severas. Foi condenado a uma pena de dezoito meses, dos quais cumpriu apenas parte em regime semiaberto, com autorização para sair diariamente da prisão para trabalhar. Este tratamento excecional gerou forte indignação pública e levantou suspeitas sobre a influência das suas ligações políticas e financeiras no sistema judicial.
Durante os anos seguintes, Epstein manteve um perfil relativamente discreto, embora continuasse a enfrentar processos civis movidos por vítimas. Em 2019, novas provas e testemunhos levaram à sua detenção por tráfico sexual de menores em Nova Iorque. Desta vez, as autoridades federais avançaram com acusações mais graves, que expunham uma alegada rede organizada de exploração sexual.
Pouco depois da sua prisão, Epstein foi encontrado morto na sua cela, em circunstâncias oficialmente classificadas como suicídio.
A sua morte encerrou o processo criminal, mas deixou inúmeras questões em aberto, alimentando debates globais sobre abuso de poder, impunidade e falhas profundas no sistema judicial.
Análise de Setor de país
Após quase 14 anos de estagnação, a procura de eletricidade nos EUA está a crescer, impulsionada pela inteligência artificial, pela expansão dos centros de dados e pela eletrificação industrial.
Durante quase duas décadas, o consumo de eletricidade nos EUA manteve-se mais ou menos estável, em torno de 4,000 TWh por ano. O crescimento populacional e económico foi compensado por melhorias de eficiência e pela transição da indústria transformadora para os setores de serviços. Esta era terminou definitivamente em 2024.
O consumo total atingiu 4,086 TWh em 2024, um aumento de 3%. Este crescimento continuou ao longo de 2025, com a EIA a projetar 4,179 TWh (+2.3%) para o ano e 4,239 TWh para 2026. De 2020 a 2026, prevê-se que o consumo de eletricidade cresça a uma taxa média de 1.7% ao ano, uma mudança dramática face ao crescimento próximo de zero. Na tabela abaixo é possível ver o consumo por setor:
Os centros de dados emergiram como a nova fonte individual mais significativa de procura de eletricidade em décadas. Em 2024, os centros de dados representaram aproximadamente 4% do consumo total de eletricidade nos EUA (163 TWh). No entanto, esta quota modesta esconde a trajetória de crescimento explosiva que se avizinha.
O setor comercial, que inclui os centros de dados, está a registar o crescimento mais rápido de qualquer categoria de procura, a 2.6% ao ano até 2026. Os centros de dados não estão apenas a crescer em número, mas também em densidade de potência. Os servidores otimizados para IA consomem significativamente mais eletricidade do que os servidores tradicionais, com as cargas de trabalho de IA a exigirem computação contínua de alto desempenho.
O aumento da procura dos centros de dados está a expor fragilidades fundamentais na infraestrutura da rede elétrica dos EUA, grande parte da qual foi construída há décadas. A Goldman Sachs estima que será necessário investir aproximadamente $720 mil milhões em atualizações da rede até 2030.
Os principais desafios incluem:
• Estrangulamentos na transmissão: os projetos podem demorar 5-10 anos a obter licenças e a ser construídos
• Concentração regional: a PJM Interconnection (abrangendo 13 estados) enfrenta uma pressão particularmente acentuada
• Capacidade de geração: novas centrais elétricas não podem ser construídas com rapidez suficiente para satisfazer a procura
• Impacto nos preços: os preços da eletricidade subiram 6.9% em 2025, mais do que o dobro da inflação global (2.9%)
As ações de utilities registaram o seu melhor desempenho em quase um quarto de século em 2024, com o setor a subir 27% incluindo dividendos, igualando o melhor desempenho desde 2000. Esta valorização foi impulsionada por vários fatores:
• Reconhecimento do potencial de crescimento da procura impulsionada pela IA
• Expectativas de taxas de juro mais baixas, reduzindo os custos de capital
• Renascimento da energia nuclear, impulsionado por compromissos de empresas tecnológicas
• Clareza regulatória sobre a recuperação de custos para investimentos em infraestrutura
Na tabela abaixo vê se o desempenho das principais ações de utilities em 2024:
Espera-se que o crescimento da procura de eletricidade acelere significativamente até ao final da década. A IEA projeta que a procura de eletricidade nos EUA crescerá a uma taxa média anual de 2% em 2025-2027, o equivalente a acrescentar, em três anos, toda a procura de eletricidade da Califórnia.
Espera-se que a energia solar cresça 17% em 2026 e 23% em 2027, enquanto as adições de capacidade eólica são projetadas em 6-7% ao ano. O armazenamento em baterias desempenhará um papel cada vez mais crítico, prevendo-se a adição de 18.2 GW só em 2025. No entanto, o declínio do carvão abrandou devido ao aumento da procura, levantando preocupações sobre as trajetórias das emissões.
Se o desenvolvimento da IA abrandar ou não conseguir proporcionar os benefícios económicos esperados, as projeções de procura dos centros de dados podem revelar-se excessivamente otimistas. Projetos como o Stargate da OpenAI já registaram arranques mais lentos do que o esperado.
Artigo de opinião
A Europa sempre foi vista como se estivesse num pedestal. Associada a um conceito de melhor qualidade de vida, de inovação e por muitas vezes vista como um sonho de consumo da maioria dos jovens. Mas será que é mesmo essa realidade do atual continente europeu?
Cada vez mais se fala do altíssimo nível de vida, da inflação e da dificuldade que a Europa enfrenta de se manter como uma potência mundial. O cenário vigente surge, em grande parte, devido às medidas tomadas para internalizar a economia, negligenciando o investimento em inovação e desenvolvimento.
Por um lado, possui uma disciplina financeira exemplar, tendo as suas contas públicas sob-controlo e uma moeda relevante e estável. Entretanto, os EUA e a China evidenciam avanços a níveis surreais, principalmente na inovação e tecnologia, que em comparação com o velho continente europeu, dá a ideia de uma economia estagnada em que se focou em manter a sua identidade, através da produção tradicional, resistindo a um processo produtivo mais eficiente.
Neste mesmo sentido, existem outras complicações estruturais, tais como os desafios demográficos, cujo envelhecimento populacional leva à desaceleração da produtividade e à difícil adaptação às novas tecnologias, o aumento dos custos de matérias-primas e subsidiárias, assim como outras barreiras jurídicas, colocando a Europa numa posição desfavorável à inovação tecnológica e aumento de produção.
Este alerta relativamente ao estado da Europa surge, em 2024, com a publicação de um relatório, da autoria de Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu, em que retrata a sua visão pessoal e as suas preocupações sobre o futuro da competitividade europeia. Desta forma, surgem três vertentes em que Draghi evidencia a sua preocupação: - Reduzir o atraso na inovação e tecnologia existente relativamente aos EUA e à China, fomentando a competitividade e produção europeia face aos mercados externos. - Aproveitar as metas ambientais e utilizá-las como uma vantagem competitiva no contexto industrial, surgindo como um líder na exportação de fontes de energia renovável, contrariamente aos atuais exportadores de energias poluidoras, como o carvão e o petróleo. - Proteger o abastecimento interno, através do investimento à produção interna, diminuindo a dependência externa.
Embora a proposta de Draghi tenha impactado a Comissão Europeia e alertado para as cruciais medidas para a sua atual situação, diversos fatores, como, a título de exemplo, alguns governos dos estados membros e o elevado investimento, surgem como entraves para a tomada de certas decisões.
Portanto, a disciplina financeira pode acabar por dar asas ao início de uma “lenta agonia do declínio” da economia europeia, caso esta não seja acompanhada por uma ambição estratégica, capaz de a colocar num mero lugar de espectadora perante as grandes potências mundiais.
Análise Histórica
O euro não nasceu numa sala de economistas, mas sim da geopolítica. Quando o Muro de Berlim caiu em 1989 e a reunificação alemã se tornou inevitável, o Presidente francês, François Mitterrand, ficou apreensivo com o ressurgimento de uma Alemanha demasiado poderosa no centro da Europa. A solução que encontrou foi ancorar a Alemanha num projeto europeu tão profundo, que nunca mais pudesse agir sozinha.
O Chanceler alemão, Helmut Kohl, aceitou o esse projeto europeu, e por isso, em troca da aceitação francesa da reunificação, a Alemanha abandonaria a sua moed, o Marco alemão, que na altura era símbolo máximo da sua prosperidade do pós-guerra. Foi um dos maiores sacrifícios económicos voluntários da história moderna, motivado inteiramente por razões políticas.
Quando as notas e moedas entraram em circulação a 1 de janeiro de 2002, numa operação que envolveu 15 mil milhões de notas em 12 países, a reação popular foi de choque, e milhões de cidadãos sentiam que os preços tinham disparado.
No entanto, a verdade não foi bem essa, a inflação tinha apenas subido algumas décimas. O que aconteceu foi um uma ideia errada generalizada. Os preços que sentimos mais são os das compras diárias, como o café, o pão, a água, etc., e esses sofreram arredondamentos para cima. Já os bens mais caros que raramente compramos, como carros, eletrodomésticos, seguros, etc. baixaram ou estabilizaram. O nosso cérebro soma os primeiros e ignora os segundos, dando a impressão de uma subida de preços.
Para não ferir suscetibilidades nacionais, as notas de euro mostram pontes e janelas de estilo arquitetónico europeu, no entanto são completamente fictícias. Até que um designer holandês chamado Robin Stam decidiu construí-las no seu país e ergueu as sete pontes das notas em betão real. O Banco Central Europeu ficou tão surpreendido que enviou uma carta de apreço.
O próximo capítulo do euro já está a ser escrito: o Euro Digital. O Banco Central Europeu está a desenvolver uma versão digital da moeda. Não vai ser uma criptomoeda, mas sim um euro emitido e garantido pelo próprio BCE e está prevista para estar disponível ao público por volta de 2029.
O maior desafio não é técnico, é de confiança. Muitos cidadãos temem que um euro digital permita ao Estado rastrear todas as transações. A Europa enfrenta assim um dilema importante: até que ponto a integração económica e política pode começar a afetar a privacidade individual?
Dica do mês
Beginner’s
Já te aconteceu estares a ver Youtube e aparecer-te um anúncio repetidamente “Imagine being able to build anything” (imagina seres capaz de construir qualquer coisa, traduzido). É o anúncio da Base 44, uma plataforma em crescimento impulsionada por Inteligência Artificial que te permite criar aplicações completas através de uma simples conversa com um chatbot (como o do Chat GPT só que laranja).
Portanto, já é possível construíres uma aplicação do zero sem teres qualquer conhecimento de programação, a AI trata de toda a parte técnica desde back-end, autenticação, bases de dados e lógica da app. Esta plataforma também inclui hosting integrado e domínios personalizados, para ficares com um produto pronto a usar em minutos.
Quem fala em Base 44, também podemos falar da Lovable, da Bolt.new, da Taskade Genesis ou até se formos ao sentido literal da AI App Builder. A verdade é que a IA está cada vez mais presente na nossa vida pronta a nos ajudar nas mais diversas vertentes.
Sugestão Cultural
Numa era de bolhas digitais e debates irrefletidos, o podcast Despolariza, criado por Tomás Magalhães, surge como uma verdadeira lufada de ar fresco. O projeto nasce de uma premissa rara: a de que é possível, e até necessário, entender a perspetiva do outro, mesmo quando ela é radicalmente diferente da nossa.
Para quem deseja compreender fundamentalmente a nossa sociedade, o Despolariza é o ponto de partida para uma aprendizagem que troca as guerras pessoais pelo foco absoluto nas ideias. Como eu costumo recomendar aos amigos, este é um dos poucos espaços em Portugal onde podemos ouvir, na mesma plataforma, uma conversa elevada tanto com um marxista-leninista como com vozes do espetro oposto, sem o ruído habitual de um conversa tão “distante”.
Curiosidade
Considering you’re a marketer, designer, developer, or user that’s working on a website, at some point, you’ll have to deal with the term “Search Engine Optimization” or more commonly known as “SEO Practices”. It’s Google’s way of making your website relevant in most searched items. This goes to show where your page shows up on the Search Engine Result Page ‘SERP’. That’s the premise that builds articles that come under the category of evergreen content. Just like building a relationship, nurturing evergreen content can help make it stay relevant for a long period of time. If one gives relationship nurturing and proper time, the bond grows stronger and eventually it stays as a priority.